domingo, 17 de outubro de 2010

Um baú de madeira velho

Chega de querer atordoar o destino! Chega de pensamentos ilúdicos e sonhos infernais. São 3h15 da manhã, meu querido. Consegue ouvir outro som que não seja a nossa respiração, soando tão ansiosa aos meus ouvidos?
Você não entende. Estou cansada, rouca.
Aqueles olhos que brilhavam quando previam os seus passos até a minha direção, perderam-se num baú velho e empoeirado, cheio de recordações de "nós" - e "eu" está fora disso.
Sim, dentro dessas malas estão as minhas roupas. Pode me ajudar a levá-las até lá embaixo? São 3h15 da manhã, o táxi está me esperando.
Adeus, querido.

Não me espere ao amanhecer.

Um comentário:

  1. Despedidas costumam ser tão doloridas. E pelo visto essa de alguma forma foi.
    De qualquer maneira, que texto maravilhoso. Escreves lindamente! :*

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