sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Laço cor de rosa 2

Não sou boa em contar histórias e piadas. Não sei descrever um filme. Não sei perdoar por completo. Erro várias vezes, até mais do que acerto. Nunca gostei de ficar sozinha, seja em casa ou na rua, nunca gostei de ser só. Apesar de ter uma mania muito chata de me apegar aos outros, não coleciono amigos e nem figurinhas. O meu humor é instável, arredio e de vez em quando, sutil. Gosto de passar horas conversando com vendedores de sonhos - ouvir suas histórias, suas paixões, seus mistérios. Gosto do amanhecer, da alvorada, da brisa que envolve as mais frias madrugadas, dos sorrisos mais imperfeitos, do silêncio de mil palavras. Gosto de gostar. Aprendi da forma mais triste, que as pessoas são passageiras, que promessas podem ser quebradas, que Bowie tinha razão ao dizer que aquela garota era rebelde, rebelde, e que o amor se transforma. Como diria Clarice, não sei amar pela metade. Não sei amar sem me entregar completamente. Não sei sonhar pequeno. Não gosto de idéias velhas. Eu me apaixono todos os dias pela mesma pessoa. Eu não tenho mais um despertador que programa os meus sonhos, eu não tenho mais os meus pés no chão. Mas não tem problema, não. Por que a cada dia eu fico mais perto das nuvens. Cada dia é um novo dia, e cada vez mais eu fico mais perto de saber quem eu sou.

Não me sinto exageradamente bem, mas sinto o suficiente pra dizer que tudo o que eu senti, foi verdadeiramente intenso e tenro.

De lei, eu digo: seja absurdamente ridículo e incrivelmente feliz!

3 comentários:

  1. Descrevi?... Então, compartilhamos a mesma rotina!

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  2. Mas a gente sempre pode procurar o nosso próprio Eu né? e claramente eu posso ver o seu *-* ele é bem leve, quase flutua por entre as palavras. Um beijo!

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