segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sobre o destino que a gente escolhe

E depois de pegar tantas estradas com rumo certo, eu fiquei sem destino. Fui um pouco descuidada com as minhas escolhas, tive muitas desavenças com o meu “eu” que queria fugir e com o meu reflexo que queria ficar. Nunca fui boa nisso e você sabe, não tenho talento para escolher. Se pudesse, ficava com tudo. Se mudança fosse algo que pudéssemos decidir por nós mesmos, eu não teria. Agora eu estou por conta e risco de mim – previa esse encontro desastroso nos meus sonhos incompletos, que não chegavam a durar sequer um estalo.
E agora, eu estou aqui, numa rua sem saída e com um mapa de bolso nas mãos. A pergunta que você provavelmente me faria, eu já sei: por que você se perdeu? Por que você não seguiu o mapa? E eu consigo imaginar as palavras saindo da minha boca como se fossem feitas para esse momento: porque eu não quero me encontrar. Eu não estou perdida. Eu apenas estou em busca de algo maior que eu mesma. Algo que eu não possa explicar com as minhas palavras ou com as suas. Eu quero... Eu quero o inexplicável malfeito. E sabe o que isso quer dizer? Que a minha viagem só está começando.

2 comentários:

  1. Lindo! Realmente essa busca por algo maior que nós mesmos é longa, dá medo mas faz parte da vida. beijos

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  2. Faz parte da vida, você disse tudo. Basta a gente estar disposta em encontrar! Beijos

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