quinta-feira, 5 de maio de 2011

Amor somado ao tempo

Uma história que de início eu já digo: nunca irá encontrar. Com um pouco de pesar por ter sido surpreendida num dia em que eu já declarava como desanimado, devo reconhecer que foi emocionante ter consciência do amor que a mim fora compartilhado. E agora, eu quero compartilhar com vocês.

Se um dia você esbarrar com ele, certamente esse "encontro" poderá ser explicado - e até mesmo, perdoado -, após uma boa olhada no que esse garoto tanto prestara atenção: livros. Você o vê, como quem está com pressa de sair de qualquer lugar para ir a lugar nenhum. Se existem olhos que possam prender a sua atenção, então talvez já o conheça. Ele guarda um amor dentro de si, intenso, sincero, contável.
Sim, contável. Hoje mesmo, ele tentou me explicar com um desenho a aflição que o atormenta a tantos anos. Eram dois pontos A-B, ligados por uma reta, com uma distância considerável. "Está vendo isso aqui? O 'A' sou eu e o 'B' é ela. Você não pode juntar, é impossível!"
Eu vi o desespero nos seus olhos. Como alcançaria um amor que existe apenas em sua imaginação? De que modo e com quais gestos, sua amada se deixaria levar pelo amor que por tantos anos seu coração resguardou?
Não sei.
E não entendo como um amor tão grandioso e doce pode ficar na sombra quando deveria estar ofuscando dois corações jovens.
Sinceramente, não entendo.
Mas sinto que o amor dele não tem pressa. Ele a espera - e a esperaria o tempo que fosse necessário, até que finalmente ela consiga compreender o que os seus olhos transmitem com tanta doçura e seu coração sente com tamanha paixão.
Um amor que, afinal de contas, não é tão contável assim.

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