sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Parnasiamor

Eu digo que o Amor é o que mais parnasiano existe, e do parnasianismo, o que verdadeiramente ficou. A gente tem essa vontade de buscar, ter e por fim, moldar tudo que nos pertence e tudo que faz parte do outro. É fácil, fácil demais se adaptar quando se tem a estrutura certa, as palavras preenchidas corretamente no espaço que a vida oferece, o descompromisso com a mensagem - a verdade por trás das desculpas, e por fim, qualquer meia-palavra-significativa é o bastante para terminar.
Eu sinto o Amor parnasianamente falando. Não faz muito tempo, apenas alguns dias, talvez meses, mas a perfeição agora é perceptível para mim. Eu não digo que já estou pronta para tal, porque não estou. Mas caminho, caminho para alcançar todo o aprendizado que venho guardando. Eu sei que esta não será a última vez que aumentarei o tom de voz para me impôr ou desconsiderarei todos os meus argumentos para aceitar os seus - ainda terei que trabalhar muito nisso, como um poeta parnasiano em seu poema qualquer sobre um vaso chinês, mas dessa vez, caminharei porque quero. E aceito todos os caminhos tortuosos que houver - se for necessário e eu sei que será -, aceito todos os dias de chuva.
Porque o Amor é parnasiano e eu quero compô-lo - apesar da minha escrita simples e mais simples ainda, o meu modo de (te) amar.

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