sábado, 11 de agosto de 2012

Passou, como tudo passa

 A frase já diz tudo. Não há mudança sem consequência, aliás, o conceito de mudar há muito que já foi perdido. 

Quando você encontra uma barreia mais alta do que as suas pernas, a primeira coisa que você pensa, é: vou pegar um apoio e subir. A praticidade dominou o mundo, hoje você não encontra alguém disposto a escalar o muro com os pés e as mãos, cair várias vezes, suar se for preciso, até conseguir chegar no outro lado.

Mudar é isso. É você se esforçar ao máximo pra alcançar o que se mantém longe dos seus olhos. Enquanto você tenta ultrapassar a barreira - entre o muro e o outro lado -, sua visão muda, seu jeito de se vestir muda, o seu cabelo muda.

O exterior - o que é visível aos olhos -, é o mais notável pela maioria das pessoas, mas nós sabemos que por dentro você também mudou. Suas ideias não condizem mais com o seu caderno de anotação do ano passado. Começam as perguntas: está tudo bem com você? Aconteceu alguma coisa? Você está tão diferente... 

Nessa semana eu passei por uma situação que eu já havia superado antes. Eu já tinha mudado, mas quando aconteceu de novo, eu senti aquela velha sensação querendo voltar. Eu fechei os olhos e rezei para não reagir da mesma forma. Consegui pela primeira vez controlar uma emoção forte. Imaginei que era assim que eu me sentiria quando chegasse no outro lado do muro. Eu venci um sentimento que me dominava e trazia lágrimas não só aos meus olhos, mas de quem estivesse por perto.

Passou, como tudo passa. Adorei esse trecho quando o encontrei na internet. O que me incomoda é o final da frase. E algo em tudo o que passa fica. Será então que o outro lado do muro é tão sereno como eu estou vendo? O que será esse algo a mais que a mudança carrega junto de si? 

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