terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Só mais um ensaio


Têm dias, exatamente como hoje, que a falta de sono compromete o meu humor, a minha relação com as pessoas e principalmente a minha grande boca. Falei um pouco demais aqui em casa - mesmo assim não acredito que eu tenha exagerado nem sequer uma vírgula do que eu disse - no entanto, o que causou um desconforto não foram exatamente as palavras, como costumavam ser, mas sim o jeito que eu as falei, a minha entonação, o mau humor carregado na voz, enfim, tudo isso influenciou e muito as decisões seguintes do meu pai. 

O que eu quero dizer - ou melhor, escrever, é que ao longo desses três anos de blog, eu pude perceber grandes mudanças no meu comportamento que foram bem empregadas na minha rotina: aprendi a usar as palavras com mais cuidado, aceitei que por mais que eu tenha o meu lado impulsivo, na hora de falar eu devo deixá-lo de lado, pois muitas vezes a impulsividade me deixou na mão, descobri que eu posso ser amável quando eu era rude e que de um jeito maravilhoso, a vida sempre nos surpreende, portanto, não há motivos bons o suficiente que me convençam a esquentar a cabeça com um problema por mais de um dia. A vida se renova, sempre. Essa foi a melhor lição de todas.

Contudo, ainda caminho ligeira quando o assunto é entonação. Posso ter escolhido uma ótima opção de palavras, mas a maneira como eu as falo pode por tudo a perder. As vezes, pode soar como impaciência, outras, como provocação, quando na verdade, não é nenhuma delas. Hoje foi assim. Falei demais, falei mais alto e perdi a razão. Acabou gerando consequências além da minha compreensão e muito mais além da minha vontade de voltar atrás e refazer a tarde. 

Mas eu não posso mudar o que eu disse, nem o que aconteceu. Diferente de um texto que eu posso corrigir na hora que quiser, as palavras ditas não podem ser desfeitas. Elas ficam no ar por longos segundos, ficam na cabeça por horas, e não há nada que faça elas saírem de lá... a sensação é de que eu carrego um defeito incorrigível ou no mínimo, difícil de ser ajustado, mas ainda assim acredito que eu possa melhorar um pouco, só de lembrar o quão desconfortável eu me senti hoje. Já ouvi uma frase que dizia que errar uma vez tudo bem, mas errar duas, não. E no meu caso, em que eu erro infinitas vezes até acertar? Será que eu ainda tenho jeito? Deixo aqui essa pergunta, quem sabe um dia eu volte para respondê-la.

4 comentários:

  1. Ana, para falar o que queremos sem deixar as emoções tomarem o rumo da conversa vai uma regra:
    Não fale absolutamente nada de cabeça quente, esperar o momento certo é sempre o melhor caminho.
    E para consertar ninguém resiste a um pedido sincero de desculpas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Déa, essa regra vai ser aplicada nos meus dias e vai me ajudar muito...

      Excluir
  2. Paciência. Essa é a palavra que precisamos mediar no meio duma discussão. Antes de falar, pergunte-se: eu gostaria de ouvir isso? Comigo funciona.
    Como a Déa escreveu: pedir desculpa ajuda bastante.

    Seu blog é muito legal: escrita leve e simples. Só pessoas de sensibilidade apurada conseguem.

    Até,

    Nelson

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As vezes eu me deixo levar e nem penso nas consequências da minha fala, muito menos em como seria se eu estivesse do outro lado. Refletir sobre isso me ajudou muito. Obrigada, Nelson.

      Excluir

Obrigada por visitar O Laço Cor de Rosa. O seu comentário é muito importante para mim!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...