sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sobre o dia 19, com 19


Hoje eu acordei meia-noite, com a luz do corredor acesa e uma voz bem grave e ao mesmo tempo conhecida chamando pelo meu nome. Demorei uns bons segundos para reconhecer o meu irmão, que se sentou na cama e me abraçou. Não consigo me lembrar de suas palavras com precisão, mas algumas eu consegui guardar: "feliz aniversário, Ana, o irmão tem muito, muito orgulho de você". Ainda de olhos fechados, eu o abracei com força e disse um "obrigada, obrigada..." carregado de sono. 

Depois, eu acordei as 5:40, como o de costume, para ir à faculdade. Peguei o trem lotado e os metrôs também. Durante o percurso, nada encontrei de diferente ou enxerguei com outros olhos. A idade mudou de um dia para o outro, mas talvez, quando o assunto é rotina, as mudanças demorem mais para acontecer.

Chegando na faculdade, recebi os parabéns das minhas amigas acompanhado dos meus doces favoritos. Fiquei muito feliz por elas terem lembrado (se bem que seria difícil para elas esquecerem de tanto que eu falei nessa última semana sobre isso, hehe), e no final da aula de teorias do texto, a professora e a turma cantaram parabéns pra mim (fiquei muito envergonhada) e depois de agradecer, eu entreguei uns bombons para os meus colegas (que meus pais me ajudaram a escolher ontem). Alguns acharam essa atitude um tanto quanto curiosa, pois o aniversário era meu e eu que estava entregando uma lembrancinha à eles. Infelizmente, não tive a oportunidade de dizer que os abraços e os desejos de felicidades eram tão bons quanto qualquer outro presente no mundo.

Depois da faculdade eu voltei pra casa e fui recebida com festa pela Lola. Acho que para ela, todo o dia é o meu aniversário. 

Preparei o meu almoço, resolvi algumas coisinhas na rua e logo depois eu encontrei o meu namorado. Passamos a tarde juntos, conversando, dando risada, brincando com a Lola. Dele, eu ganhei um presente muito especial, mas que não caberia aqui em palavras, por mais que eu me esforçasse em explicar o quão feliz eu fiquei com a surpresa. Imagine só, você abrir a página de uma revista e no meio das folhas encontrar um papel no formato de um coração, com um desenho feito à mão e algumas palavrinhas que deixam a gente com um sorriso de orelha a orelha...

Esse foi o meu dia, ou ao menos, uma parte dele. Queria deixar registrado aqui um pouquinho de hoje, para que daqui a alguns meses eu possa voltar nesse post e sentir a mesma gratidão que eu estou sentindo agora pela minha família, pelo meu amor, pelos meus amigos e acima de tudo, por Deus - sim, porque sem Ele, eu não estaria aqui hoje. 

E que os dezenove anos sejam assim... repletos de encantos bons!

2 comentários:

  1. Oi, Ana, tudo bom?
    De todos os seus posts (que eu gosto muito, aliás), esse foi o que mais mexeu comigo. Você conseguiu , com algumas palavras, me mostrar um pouco da magia do dia do seu aniversário. Ah, apesar de atrasada... Parabéns! Nunca esqueça que os sonhos da gente valem muito e que os momentos felizes devem ser maioria pra tudo valer a pena.

    Parabéns também pelo blog... Cada vez mais bonito e interessante.

    Beijos.

    olhos-de-capitu.blogspot.com

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    Respostas
    1. Oi, Brendha!

      Eu não sei o que dizer, sempre que leio comentários como os seus, o meu dia fica um pouco diferente, mais animado e dentro de mim eu sinto a esperança se renovar, porque não tem nada mais compensador do que ler que um texto meu mexeu com algum leitor do blog. É por isso que eu gostaria de agradecer por você ter vindo aqui, gastar uns minutinhos do seu dia para espalhar as suas palavras no meu cantinho... muito obrigada!

      E obrigada pelos parabéns também, claro!

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