sábado, 17 de agosto de 2013

Preceitos


Todo o mês, o Sr. Browne,  professor  do August, do livro Extraordinário, colocava na lousa alguns preceitos que os alunos deveriam seguir. O primeiro deles - e talvez o mais bonito, foi o seguinte: quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil. Essa é uma frase simples, porém, carregada de muito sentido. A minha professora de semântica há de concordar comigo. 

O fato é que eu nunca tinha ouvido essa palavra antes, em nenhum lugar que eu já tenho ido, em nenhum livro que eu já tenha lido e com ninguém que eu já tenha convivido. Fiquei curiosa e como uma boa estudante de letras que sou, fui procurar o significado no dicionário. 

Preceito, substantivo masculino: o que é recomendado como regra ou ensinamento. Outras definições: orientação, prescrição, indicação. 

Em suma, preceito é aquilo que nós seguimos em nossas vidas, seja como uma regra, um aprendizado ou uma orientação. Para mim, a segunda definição está de bom tamanho. Aprendizado. 

E foi a partir deste aprendizado que eu transformei o meu bloquinho de anotações num livrinho de preceitos. Nele, pretendo escrever todos os dias pelo menos um ensinamento, seja ele da natureza que for: acadêmica, familiar ou emocional. Um dos primeiros que eu escrevi à lápis, foi: colocar os compromissos com a família em primeiro lugar. Parece simples, mas as vezes eu me esqueço da sua importância.

Conforme eu coloco no livrinho tudo o que eu aprendi, eu percebo o quanto a minha atitude muda nos próximos dias. É curioso, tenho a sensação de que assim que eu escrevo, sei que não cometerei o mesmo erro. Vocês entendem o que eu quero dizer? No papel, eu consigo fixar a ideia de "lição aprendida". 

Os preceitos estão me ajudando a ser uma pessoa melhor. São ensinamentos simples, como os dois que eu citei nesse texto, mas não deixam de ser valiosos. 

E aqui vai mais um preceito que eu criei, para encerrar esse texto: um bom jeito de esquecer um problema é escrevendo sobre ele. As palavras têm o poder de curar as feridas, por mais profundas que sejam. Escrever é colocar em linhas até mesmo aquilo que temos medo de pensar e acredito que quando terminamos um texto, aquela sensação boa que acompanha o último ponto final é o que precisamos pra seguir em frente. Não precisa ser muito, uma linha ou duas. Uma palavra ou duas. Dá certo.

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