domingo, 20 de outubro de 2013

Chega de saudade


Se ainda enfeitasse as ruas de Ipanema com sua poesia, Vinicius de Moraes completaria hoje, cem anos. O "poetinha", apelido que recebeu carinhosamente do mestre Jobim, será eternamente lembrado por suas palavras - não apenas em datas comemorativas como a de hoje, mas sempre que alguma criança cantar com a professora do primário a música de uma casa muito engraçada que fica na Rua dos Bobos, quando um apaixonado escrever uma carta para sua amada com o primeiro excerto de Ternura, quando alguma tímida estudante de Letras recitar o Soneto da Fidelidade diante das câmeras, quando seus versos foram cantados numa roda de violão, quando nas livrarias, um leitor encontrar por acaso o seu livro e decidir levá-lo pra casa - porque um pouco de poesia não faz mal a ninguém.

Conheci Vinicius quando tinha 12 anos. Foi através de suas palavras que encontrei as minhas. Desde então, exercitei minha memória afim de decorar os seus sonetos, montei com a ajuda dos meus amigos um sarau em sua homenagem, recitei seus versos, guardei seus livros, ouvi suas músicas tão docemente interpretadas por Jobim, aprendi semântica com a Rosa de Hiroshima. É amor, é amor.


E hoje, escrevo pra ele, por ele, sobre ele. É tão bom. É tão bom ter um escritor brasileiro tão inspirador quanto Vinicius. Nos registros, hoje é o dia dele, mas a verdade é que suas canções e versos serão infinitos enquanto durarem. 

Obs.: o post foi feito no sábado para o domingo, por isso está datado no domingo, mas o centenário de Vinicius é no sábado, 19 de Outubro.

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