domingo, 23 de março de 2014

Conversa breve


Já é quase meia-noite. Estou aqui, em frente a essa tela em branco, pensando no que eu vou escrever nesse texto e pensando nas inúmeras coisas que eu tenho que resolver durante a semana. Eu simplesmente não consigo desligar, entendem? Já fiz uma porção de listinhas de "coisas pra fazer" com o meu bloquinho cor-de-rosa - e confesso que já perdi algumas no meio da minha bagunça. O final de semana que antes era tão longo, se arrastava nos domingos, hoje passou voando. Que estranho. Não costumava ser assim. 

Como diria meu namorado, o senhor Lucas, "bem vindo ao mundo dos adultos", hehe. É verdade. Quando eu tinha quinze anos as minhas obrigações se reduziam a estudar, arrumar a cama e nos finais de semana eu ajudava as minhas tias com as encomendas de bolo, o que era bem divertido. 

Comecei a trabalhar com dezessete anos. Eu passava o dia todo produzindo textos para o meu chefe e de vez em quando, me arriscava em algumas ligações com clientes. Me lembro até hoje o que eu fiz quando recebi meu primeiro salário: fui ao mc donalds e pedi um big mac, com refri e batatas grande. Estava comemorando a indepedência. Ha. 

Um ano depois, tive uma das experiências mais incríveis da minha vida: vestir um jaleco e dar aulas de reforço em português e matemática para adultos. Lembro que nesse ano, peguei seis turmas, cada uma com uma duração média de um mês. Louco. 

Fiz curso de inglês, violão e assistente administrativo. Saí bastante. 

Um ano depois, entrei na faculdade de Letras, trabalhei por um tempo numa livraria e depois voltei ao meu antigo cargo como professora de reforço. 

E agora, cá estou eu, estudando de manhã, preparando aulas/treinando na academia a tarde e indo trabalhar a noite. Ufa. Fiz toda essa retrospectiva para chegar até aqui, o momento em que eu me deparo com a falta de tempo e com a vontade imensa de ter uma noite com oito horas de sono. Tudo está indo tão rápido, leitores. É estranho, mas é como se eu estivesse no automático e sempre com pressa. 

Mas eu não poderia deixar de escrever pra vocês. Não poderia sequer pensar em abandonar o blog ou não atualizá-lo nem que fosse uma ou duas vezes por semana. Vocês fazem parte da minha vida, sabe. E eu só queria agradecer por tudo: desde visitar a página uma ou duas vezes por semana até os e-mails carinhosos. 

Agora, infelizmente, tenho que me ater logo ao ponto final. Já está passando a hora e amanhã eu acordo bem cedinho. Essa vida de adulto realmente não é fácil, mas fazer o que nós amamos... isso não tem oito horas de sono que pague. 

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