terça-feira, 15 de abril de 2014

Última vez?


Certa vez, li num livro para a aula de IPT (interpretação e produção de texto) que antes de escrevermos, devemos pensar sobre o que vamos escrever. Olha, eu já tentei ser assim, principalmente nos exames do ensino médio e dos vestibulares. Mas a verdade é que sou muito intuitiva, impulsiva. Escrevo quando dá vontade e não adianta segurar firme o lápis entre os dedos enquanto encaro a enigmática folha de papel em branco: não vai sair nada, nem mesmo um artigo definido. 

Então, para escrever esse texto, eu não hesitei. Liguei o computador assim que o assunto começou a martelar na minha cabeça e já faz alguns anos que eu aprendi que só posso cessá-lo quando deixo as palavras correrem sobre a tela do computador. Não tem jeito. É escrever e esperar que aos poucos, a ansiedade me deixe. É assim que funciona. 

Creio que entre meus intermináveis defeitos, um que mais me deixa abatida é o de criar expectativas. Clichê, eu sei. Mas o que posso fazer? Eu anseio, faço planos, organizo todas as ideias até que, ocasionalmente, nada acontece como eu imaginara. É tão frustrante. Você acredita que a pessoa estará lá por você, te acompanhará quando você a chamar, mas não. E as desculpas são intermináveis. Quem é que sabe lidar com isso?

Quem é que aprende na primeira ou na segunda vez? Me digam onde eu posso encontrar uma pessoa assim, para que ela me ensine a ser mais firme, porque eu detesto ser essa manteiga derretida - eu sou daquelas que dá várias e várias chances, que perdoa sem pensar duas vezes no dia seguinte. E pra quê?

Talvez o problema esteja comigo. Confiar muito não é legal e ninguém gosta de quebrar a cara. Eu estou aprendendo isso aos poucos e levando um pouco mais de tempo para aplicar. Meu medo é quando eu deixar de me preocupar, aí o negócio vai ficar sério. Porque depois dessa decisão, eu não volto atrás. Não volto. 

Ufa. Parece que tirei um peso das minhas costas. O que antes estava escondido, agora está exposto e parece que não pode mais me atingir. A ansiedade foi embora. É melhor assim. Não é?

3 comentários:

  1. Huuuum... Deixe me ver seu laço com a expectativa. Huum... o.O
    Ana, Ana, Ana... Vou-te contar uma coisa que aprendi com um rapaz que "conheci" pela internet: " Mantenhas as tuas expectativas em baixa". - É difícil. Eu sei. Não sei se és com tudo na vida, mas eu, às vezes, vejo até as coisas que faço pra minha vida com certa indiferença. Deixe-se ficar surpresa. Não cogite. Vá levando a fita do laço pra enfeitar quando já estiver realizado.

    Ah! E sobre perdoar uma, duas, três... ~trossentas~ vezes. Perdoe se seu coração desejar, isso não significa que você é tola. Dá pra perdoar quantas vezes for. Tolo é que nos magoa, e se faz uma pessoa impossível de se fazer alguém melhor. Você pode perdoar, a questão é se irá ficar sempre na mesma...
    E não sou pedra, sabe. Também tenho minhas ansiedades, e essa ansiedade explica tanto meu corpo.

    :D Um beijo dessa leitora.

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    Respostas
    1. Rafa, parece que você sabe dizer a coisa certa e na hora certa! Obrigada pelo seu carinho e pelas suas palavras! Me fizeram bem. Bjs dessa escriteira

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    2. Por nada :D Fico muito grata por poder dizer algo que lhe faça sentir-se melhor. Não só você, mas os meus amigos, e outras pessoas que mal conheço. Mantenha seus textos escritos \o/
      Beijo!

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