quarta-feira, 21 de maio de 2014

Diário de uma estudante de Letras: o dia dos beletristas, do professor Rinaldo


Mais um pouquinho e esse substantivo feminino poderia facilmente ser utilizado no lugar do adjetivo "bela". Se bem que, ele não precisa ser lido como uma qualidade para que eu o veja dessa maneira. Hoje é o dia, segundo os calendário de alguns internautas, do profissional de Letras. Ainda não tenho esse título, mas sinto como se fosse meu dia também. Existe algum mal nisso? Espero que não.

E pensando sobre esse dia criado e comemorado por alguns e esquecidos por outros, não pude deixar de lembrar do meu professor Rinaldo. Ele era o cara. Foi coordenador da minha turma no primeiro ano do ensino médio e como se já não fizesse o bastante para nos ensinar trovadorismo, ele ainda foi responsável por despertar o meu amor por palavras que infelizmente, ficou um tanto adormecido na pré-adolescência. 

Numa de suas aulas de português, meu professor pediu para nós fazermos uma redação com um determinado tema, que infelizmente foge à minha lembrança. Eu sei que no dia, eu não estava muito bem e não pude dar o meu melhor na redação. Ela ficou estagnada no senso comum. Meu professor deve ter bocejado uma ou duas vezes enquanto a lia (como você, que boceja só de ler essa palavra, hehe).

Na correção, ele deixou um recadinho na minha folha. Era mais ou menos assim:

Ana, você tem muito talento. No entanto, não está se esforçando. O que aconteceu com a menina que gostava tanto de escrever? Não desista. Eu acredito em você.

Seria completamente desnecessário enfatizar o quanto esse pequeno recadinho, do lado de uma nota na média, mexeu comigo. O professor Rinaldo, sem se dar conta, mudou a minha vida com algumas frases. Ele me ajudou a perceber o que eu estaria perdendo se não me esforçasse ao máximo - momentos deixariam de ser escritos e compartilhados se ele não tivesse depositado a sua confiança numa aluna do primeiro A. O que seria de mim sem as palavras? Como eu veria o mundo hoje se esse pequeno instante da minha vida não tivesse existido?

Ele foi o primeiro beletrista a acreditar em mim.

Meu querido professor Rinaldo, hoje é o seu dia.

Um comentário:

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