quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A festa


Não me preparei para uma guerra, mas para uma festa. Esses sapatos nem combinam com o ambiente ou com o meu humor. Eu deveria saber, logo do início que não seria fácil, afinal dá pra contar nos dedos das mãos aqueles momentos de felicidade que não antecedem uma árdua caminhada - ou no caso, batalha. Eu me preocupo cada vez menos com os resultados finais - não me interessa se farei parte dos vencedores ou dos perdedores, para mim, basta saber que  sairei daqui viva e com alguns ferimentos, ressentimentos e calos. Sendo assim, sei que posso cuidar do primeiro e do último; o do meio é mais complicado, mas não impossível. O meu quarto é o meu refúgio. Tenho a certeza de que suas palavras não ultrapassarão a porta, por mais que você grite. Eu não quero lutar. Minha arma é a mesma que a sua, visto que ambos somos estudados e apaixonados pelo abc que compõem a língua. Mas faz muito tempo que deixei de lado a insensatez, hoje costumo pensar antes de falar. Você deveria fazer o mesmo e então teríamos uma trégua. É o que eu mais quero, minha ambição particular: erguer a bandeira branca, fazer as pazes e tirar esses sapatos apertados. Não vai ser fácil, mas podemos dar um jeito. Vamos começar pelo segundo do item citado anteriormente, ok? Vamos cuidar dos ressentimentos, sem versus, nem estratégias. Se for pra lutar, que seja por nós dois. 

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