sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O depois

É mais fácil manter distância de situações ruins quando a cabeça está cheia de tarefas, mas quando o ócio domina até mesmo a leitura de um bom livro, é esperado que em algum momento tudo vá para os ares. Estamos assim a um mês, logo que os números da casa mudaram, saindo do quatro e indo ao três. Não vou mentir, muitas vezes tive vontade de ligar para a única pessoa que me entenderia, que sentiu e viveu o mesmo que eu, muito antes dos meus primeiros passos. Mas não posso por diversas razões; ele agora tem os seus próprios problemas e eu tenho a obrigação de cuidar dos meus. Sinto que os dias passam lentamente, enquanto aguardo uma única ligação ou e-mail que mudaria a minha vida. O silêncio constante dói, as alterações de humor também. Eu já não sei lidar com a ausência, o quarto vazio - quando tudo estava ruim, era pra lá que eu ia, um pouco sem jeito, com os olhos baixos, buscando o conforto daquela sabedoria de vinte e poucos anos. Agora, não mais...

4 comentários:

  1. Oi Ana é meio estranho mas lendo os seus pots é como se te conhecesse parece que vejo os sentimentos que rolaram quando estava escrevendo e tal, rsr, gosto do seu trabalho, sucesso !! ;)

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    1. Poxa, que legal, Miriã! Compartilhamos algumas emoções :)

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