sexta-feira, 1 de maio de 2015

Leitura da semana: Hamlet, de William Shakespeare


Os últimos dias foram dedicados aos cinco atos da peça Hamlet, obra de William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos da literatura mundial. Confesso que ainda estou absorvendo todo o conteúdo da história, visto que há muitas possibilidades de interpretação, pois os personagens são extramemente complexos, principalmente o nosso protagonista. Mas não posso deixar de ressaltar que estou muito feliz pela leitura e que aceito outras edições do livro no meu aniversário (19 de Abril). 

Hamlet, o jovem príncipe da Dinamarca, está passando por momentos difíceis: o súbito falecimento de seu pai e o casamento de sua mãe, Gertrude com o seu tio, Claudius, que ocorrera tão pouco tempo após a morte do rei, o deixou triste e magoado. 

Rainha: Meu filho, deixa agora a cor noturna,
                        E deita olhos amigos sobre o rei.
              Não continues sempre de olhos vagos,
                        Procurando teu pai no pó da terra:
              Sabes como é fatal - tudo o que vive
                        Há de morrer, passando à eternidade. (Pág. 37)

Certo dia, os guardas do castelo se deparam com um fantasma que desconfiam ser o do antigo rei e logo avisam Hamlet, que faz questão de ver com os seus próprios olhos. Na noite seguinte, o fantasma reaparece e diz ao jovem príncipe que anseia vingança pela sua morte, pois ao contrário do que todos pensam, o rei foi assassinado pelo seu irmão, Claudius.

Fantasma: (...) Dizem que eu, quando dormia
                            No meu jardim, fui vítima da raiva
                  De uma serpente (...)
                            Mas tu, meu nobre jovem, toma nota
                 De que a serpente que tirou a vida
                           De teu pai, usa agora a sua coroa.

Tendo em suas mãos o objetivo de vingar seu pai, Hamlet assume o comportamento de louco, afim de que o rei não desconfie de suas reais intenções. Todos no castelo passam a questionar as novas atitudes do príncipe, que muitas vezes, diz coisas desconexas e pertubadoras. Polônio, um dos conselheiros de Estado, acredita que a causa real da loucura de Hamlet é por causa do amor que este sente por sua filha Ofélia.


Conforme o tempo passa, Hamlet continua transtornado, sem ter realizado a vingança que o fantasma pediu. Além disso, o príncipe está inseguro: será que o fantasma que aparecera era realmente do seu pai? 

Para descobrir se o Claudius matara ou não o rei, Hamlet tem um plano: um grupo de atores são chamados para encenar a morte narrada pelo fantasma e enquanto a peça é apresentada, Hamlet e seu amigo Horácio observarão a reação do rei e assim, poderão concluir se ele é ou não culpado. 

Hamlet: (...) Ouvi dizer que quando os malfeitores
                        Assistem a uma peça que os imita,
              Sentem na alma a perfeição da cena
                        E confessam de súbito os seus erros.
             (...) É com a peça que penetrarei
                       O segredo mais íntimo do rei. (Págs. 91 e 92)


Como leitora, me sinto privilegiada por ler uma obra tão extensa e complexa em seus sentidos como Hamlet. A dúvida é constante em toda a narrativa, a vingança que demora para acontecer, a loucura que nos faz questionar até que ponto é um simples fingimento, a metalinguagem presente com a participação dos atores que encenam a morte do rei, enfim, é um texto inesgotável. Não vejo a hora de estudá-lo na faculdade.

Titulo: Hamlet 
Autor: William Shakespeare
Editora: Ediouro (Saraiva de Bolso)
Teatro Inglês
196 páginas

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