quinta-feira, 4 de junho de 2015

Abraçinho

Ficou na fila como todo mundo. Sabia que não podia correr ou tocar os quadros pendurados na parede. Tinha que se manter concetrada na fila, qualquer passo em falso e então, nada de jogos. Foi se aproximando devagar junto com seus amigos. Eu já estava esperando, às dezesseis e meia, como todos os dias, pontualmente. Deixara os computadores ligados e conectados no site de jogos infantis. Mais alguns passos e ela já estaria dentro da sala, mas alguém se distraiu na fila e atrasou todo mundo. Por fim, todos entraram. Ela veio correndo, assim como os outros, já não se importando mais com os avisos constantes da prô. Foi então que veio a surpresa. Ela me abraçou pelas pernas. Foi rápido. Ouvi um "Carooooooooooool" e quando abaixei meus olhos, lá estava a menina. Vi o topo da sua cabeça, o cabelo loiro preso em duas tranças, uma pressão na altura dos meus joelhos - eram os seus braçinhos que me envolviam. Pensei que fosse chorar, mas segurei firme. Disse um "oi", timidamente e me afastei. Ela também se afastou, procurando a sua amiga para que juntas, pudessem iniciar o jogo. Não me esqueci. Guardei esse momento em minha memória até agora, quando o coloquei em palavras para que assim, pudesse se eternizar. 

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