quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Leitura da semana: Morte Súbita, de J. K. Rowling


Estava muito ansiosa para ler esse livro - e durante a leitura, a ansiedade permaneceu. A J. K. nos envolve de tal modo na trama, que é impossível não pensar em Pagford o dia todo, uma cidade pequena que possui grandes segredos. 

A morte súbita do conselheiro Barry Fairbrother atinge a cidade e seus habitantes, mudando a rotina de cada um deles envolvidos na narrativa. Há muito tempo, Barry luta para que o bairro Fields se torne estritamente parte de Pagford, o que contraria o desejo da maioria dos cidadãos, porque segundo eles:

O bairro de Fields tinha vindo poluir e corromper um lugar de paz e beleza, e os habitantes mais inflamados do vilarejo continuavam determinados a extirpar o loteamento. (Página 62)

Com a morte de Barry, o Conselho Distrital de Pagford está com uma cadeira vaga e é muito importante que uma nova eleição aconteça o mais rápido possível, para que enfim eles possam dar um encerramento na questão Fields. Howard, presidente do Conselho e representante máximo de Pagford, une forças para remover aquele bairro popular de sua tão bela cidade. 


Enquanto observamos o desenrolar deste assunto, conhecemos os outros membros do Conselho e pessoas que não participam dele, mas que estão inteiramente envolvidas com a questão. 

Krystal Weedon, por exemplo, é uma moradora de Fields que estuda num colégio em Pagford, e que alterna o seu tempo entre evitar que a mãe viciada em heroína perca a guarda do seu irmão mais novo, Robbie e causar escândalos na pequena cidade com a sua atitude deliberada e inconstante. Krystal fazia parte do grupo de remo que o Sr. Fairbrother treinava, ao lado de outras meninas, como a Suhkvinder, filha da médida Parminder Jawanda e as próprias filhas dele.

Barry era a única pessoa (em toda Pagford e Fields) que enxergava bondade em Krystal. Ele acreditava que ela seria o símbolo da mudança, o modelo que os pró-Fields teriam para mostrar ao Conselho que aquele bairro deveria sim, fazer parte de Pagford. No último dia de sua vida, Barry estava cuidando dos preparativos para uma grande entevista com Krystal para o jornal local, na qual ele indicaria as vantagens em manter Fields.

O que deixou Marry Fairbrother, sua esposa, muitíssimo irritada. A agora viúva Fairbrother odiava tudo que envolvesse Fields, principalmente a garota Weedon, que assim como a mãe, eram imprestáveis. 


Depois da morte de Barry, seu amigo Collin Wall, vice-diretor da escola e também conhecido como Pombinho (apelido que ele desconhecia, mas que fora dado pelo seu filho Bola), está determinado a substituí-lo no Conselho e dar continuidade aos seus planos de integrar Fields à Pagford. O que não será tarefa muito fácil, visto que o vice-diretor tem que lidar com o seu medo de catástrofes, com a falta de apoio de sua mulher, Tessa Wall e com as malcriações e o constante enfrentamento de seu filho, melhor amigo de Andrew Price. 

São muitos os envolvidos na história (outros personagens aparecem que eu não citei aqui), unidos pela morte de Barry Fairbrother. Não que isso seja algo bom para a maioria deles. Mas uma coisa é verdade: todos guardam segredos, e inesperadamente, esses segredos vem à tona. E transforma a pequena cidade Pagford, numa ilha repleta de mistérios, intrigas e mais segredos. 


2 comentários:

  1. Eu não achei o livro sensacional, por vezes a história se arrastava e quase me dava vontade de desistir, mas é uma história até interessante, bem triste na verdade e em alguns momentos faz a gente refletir sobre alguns assuntos abordados nele. Sua resenha está perfeita, Ana! Beijos! :D

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    1. Uau, obrigada pelo elogio, Elaine! Gosto muito quando recebo comentários em resenhas *-*

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