domingo, 25 de outubro de 2015

Leitura da semana: Vidas Secas, de Graciliano Ramos


Vidas Secas, publicado em 1938, retrata a dureza enfrentada por uma família de retirantes sertanejos, que de tempos em tempos precisam se deslocar para outros lugares por questão da seca. Do primeiro capítulo "Mudança" até o último "Fuga", conhecemos a fundo os pensamentos das personagens: Fabiano, Sinhá Vitória, o Menino Mais Velho, o Menino Mais Novo e a Baleia. O livro não possui muitos diálogos, recurso que Graciliano possivelmente usou para transmitir a ideia de seca não só em relação ao ambiente, como também aos laços familiares. 


Esse livro é o único do autor no qual o foco narrativo está em terceira pessoa. Na aula de Literatura, a professora comentou que isso foi por questão de necessidade, uma vez que nenhum dos personagens estariam "aptos" para narrar a história.


A releitura de Vidas Secas mostrou-se tão marcante quanto a primeira. Dentro do que foi o Modernismo no Brasil, creio que a considerada segunda fase é a que eu mais gosto. Raquel de Queirós em "O Quinze" e Graciliano Ramos nesta obra fantástica que dá título a esta postagem, são escritores que nos mostraram a realidade dura daqueles que vivem com tão pouco e que precisam se deslocar diversas vezes, fugindo do castigo que é sobreviver durante a seca. 

2 comentários:

  1. Meu livro favorito de literatura brasileira. AMEI, AMEI. Só elogios. "O Quinze" também é fantástico.

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