quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Tio

Tinha eu 13 para 14 anos quando fui ao sítio da minha avó pela última vez. Uma amiga muito próxima de mim naquela época foi comigo, além da minha mãe, avó, prima e sua filha pequena. Fomos passar uma semana com o meu tio Nenê, que cuidava da casa e da criação para os meus avós. De todos os momentos memoráveis dessa visita que fizemos, o que mais me marcou foi a despedida. Lembro-me que já estávamos dentro do ônibus, quando a minha amiga virou para mim e disse: 

- Olha lá o seu tio, está com um olhar tão triste... ele vai sentir muita falta da Thaisa e da Júlia... de todas vocês...

Eu olhei para onde a minha amiga apontava e notei que meu tio estava com os olhos marejados. Quando o ônibus deu a partida, ele começou a acenar e a Júlia, na época com 2 anos, acenava de volta, alegre como sempre. 

Essa cena me marcou. E é curioso como a história se repete, depois de tantos anos. A única diferença, enorme diferença, é que são os nossos olhos que estão marejados, as nossas mãos que acenam, despendido-nos dele para sempre. 

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